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Arquivo mensal 22 Maio, 2017

IRS Juros Anexo E. Contabilidade em Gaia, Valadares e Gulpilhares

IRS: Recuperar juros de depósitos

Sabia que pode recuperar o imposto cobrado sobre os juros de depósito a prazo e os restantes rendimentos de capitais?

 Quando vencem os juros de um depósito, é-lhe cobrado automaticamente 28% de IRS. Este procedimento de reter o imposto na fonte, ou seja, ficar sem o dinheiro logo quando se recebe os juros e o banco responsabilizar-se por entregar ao Estado, dispensa o contribuinte de declarar no final do ano os rendimentos obtidos com juros.

 

É possível recuperar parte ou a totalidade do imposto sobre os juros?

Sim, quando, por exemplo, o escalão de IRS corresponde a uma taxa a aplicar inferior a 28%. Assim, ao englobar os juros obtidos estes passam a ser tributados a uma taxa inferior e pode acontecer recuperar o imposto retido na totalidade através das deduções a que tem direito. Para saber se é o seu caso, o seu contabilista certamente o pode ajudar. Ou então, pode grosseiramente averiguar se o seu rendimento coletável é inferior a 7.000 euros, subtraindo ao seu rendimento anual bruto a dedução específica de 4104 euros. Lembre-se que esta dica de calcular o rendimento coletável é imprecisa e serve apenas para dar uma ideia geral, pois as deduções específicas dependem de outras variáveis.

 

Como englobar os juros no preenchimento do IRS?

Para englobar os juros na sua declaração de IRS, apenas tem que escolher o anexo E, selecionar o quadro 4 e preencher a tabela B (Rendimentos Sujeitos a Taxas Liberatórias) com o NIF do banco, o código E20 que diz respeito a juros obtidos de depósitos, o seu NIF, o valor de juro ilíquido (antes de lhe cobrarem o imposto) e o valor do imposto retido.

Contabilista Gaia, Valadares, Gulpilhares. IRS, IRC, IMI

Cuidado com o IRS automático

IRS: “Automático” não quer dizer certo

Alguns contribuintes poderão abrir o IRS “Automático” e a simulação dar-lhes um reembolso de, por exemplo, 50 euros. Qualquer pessoa menos informada acharia que, como não tinha de pagar nada e as contas são feitas pelas Finanças, deveria estar certo. E aceitaria.

Numa situação ideal, nem precisaria fazer mais nada porque no fim do prazo de entrega do IRS, se o contribuinte não o submeter, ele passa automaticamente a efetivo com os valores que lá estiverem.

Felizmente, os profissionais (e os contribuintes informados) conferem as coisas para ver se as deduções estão todas lá. E o facto é que, por vezes, não estão. O sistema da Autoridade Tributária (AT) vai buscar simplesmente todos os valores que estão no e-Fatura, partindo do princípio que o contribuinte foi ver se estavam todos bem. 

Podem, por exemplo, estar em falta as rendas da casa se o senhorio passar os recibos em papel e não os declarar nas Finanças e, por isso, podem não aparecer no IRS Automático as deduções relativas a imóveis.

Estes casos estão a repetir-se com muita frequência. Afinal de contas, são cerca de 1 milhão e 700 mil que estão abrangidos este ano pelo IRS Automático. É preciso ter muito cuidado. Quantos não terão aceite o valor que lá estava sem confirmar? O Estado fica a ganhar e o contribuinte a perder.

 

O IRS Automático anda com 1 ano de atraso

 

Mais um detalhe. O IRS Automático é preenchido pela Finanças com base no agregado e requisitos que preencheu no último IRS entregue (relativo ao ano anterior). Isso pode estar desatualizado para seu prejuízo. Pode ter nascido um filho em 2016. Como o IRS Automático a entregar este ano é feito com os seus valores de 2015, as deduções do filho nascido em 2016 não vão aparecer a menos que as acrescente (não estão incluídas). Como vê, há várias situações que podem afetar negativamente o seu IRS.

Há até casos de contribuintes que não deviam pagar nada ou até receber e que vão ter de pagar se aceitarem o IRS Automático. Esteja sobretudo atento aos seus familiares e amigos mais idosos, ou com menos conhecimentos, a quem esta informação possa ser útil.

 

Pode sempre corrigir sem coimas o IRS Automático

 

Não se esqueça que mesmo que já tenha entregue o IRS Automático, se der por algum erro ou se verificar que pode melhorar o seu reembolso, pode a qualquer momento submeter uma declaração de substituição que anula o IRS Automático. Não paga mais por isso.

Não há dúvidas de que este é o caminho. No futuro, a AT vai facilitar ao máximo a entrega do IRS para todos os contribuintes. Mas o ser mais fácil não quer dizer que seja o melhor resultado para si. Temos de estar sempre de olhos bem abertos e se não souber como fazer, pergunte. Não aceite nada “de cruz”, venha de onde vier. Mesmo que seja das Finanças.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Contas Poupança